domingo, 7 de fevereiro de 2010

Eu e tu somos iguais

Esconderam palavras
Por trás das palavras,
Disseram amor
Sem se perceberem.
Dançaram na estrada,
No asfalto dos loucos,
Entre o céu e o nada
Foram morrendo aos poucos.
E pediram um beijo,
Uma mão que os agarre,
Parados no tempo,
Para que o tempo não pare.
E quando perceberam
Que a noite era só deles,
Mataram desejos
E rolaram beijos
Colados ao corpo,
Perdidos no chão.
Então os dois foram um,
E o tempo nenhum
Para o que tinham para se dar,
Põe o teu corpo no meu,
Deixa a noite acabar.
Então de um fez-se dois,
E o tempo depois
Foi tão pouco para viver,
Põe o teu corpo no meu
Sente o meu a amanhecer.

Enrolou um cigarro
Que fumaram a dois,
Revivendo o prazer
Que viria depois.
Beberam olhares,
Lugares de veneno,
Nas paredes do quarto
O mundo é tão pequeno.
Partiram no carro
A voar na cidade,
Encantados nas luzes,
Despistando a vontade.
Deram-se as mãos,
E os corpos também,
A 200 á hora
Não os vai vencer ninguém.
E pararam o mundo
Numa rua qualquer,
Num abraço sereno
Sem ninguém perceber . . .

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Silêncios

Gosto de silêncios.
Gosto de alguns silêncios.
Gosto de silêncios que dizem coisas.
Gosto de silêncios que não incomodam.
Gosto do silêncio de quando não precisamos dizer nada e isso não tem mal.
Gosto do silêncio antes de adormecer.
Gosto do silêncio ao acordar, diferente, um silêncio carregado de energia.
Gosto de um silêncio ocasional numa viagem.
Gosto do silêncio durante um abraço demorado.
Gosto do silêncio durante um nascer-do-sol.
Gosto do silêncio durante um pôr-do-sol. :P
Gosto do silêncio durante outros momentos especiais, em que são as sensações que falam.
Gosto quando um silêncio não é desconforto mas sim partilha.